quarta-feira, 1 de julho de 2009

Novo rumo ...



Sinto-me cansada, confusa, baralhada, com sono ……….
Devia ter ficado na cama, pelo menos esquecia um pouco o mundo e a dura realidade

Tenho tantas decisões importantes a tomar que o simples pensamento de as começar a por em prática me dá dor de cabeça.

Finalmente consegui vender a minha “casa” e cada vez que penso nisso não consigo evitar uma lágrima e uma volta no estômago. Era a minha casa, construída com tanto amor e carinho; construída para passar o resto da minha vida; construída como o meu ninho. E agora? Agora é seguir em frente e recomeçar, mas para isso há que ter força e coragem e neste momento, sinto tudo menos isso. Tenho medo, logo eu que nunca tive medo de nada, neste momento sinto um pavor enorme e tento “empurrar com a barriga” como se costuma dizer.

Mas não posso continuar a fazer isso, tenho que finalmente encarar a realidade e mudar ………………. mudar definitivamente! E isso vai implicar algumas concessões e alterações para que eu não estava preparada.

- Mudar de emprego ……… ao fim de 23 anos no mesmo local, isso assusta, mesmo sabendo que vamos trabalhar na mesma área, que as condições são muito mas muito vantajosas em todos os aspectos, fica sempre um friozinho na espinha ……….

- Mudar de casa – sair do meu ninho, do meu espaço, do local onde podia gritar e rir alto e bom som sem ter os vizinhos á perna, onde tantas e tantas vezes recebi os amigos em jantaradas pela noite dentro. Onde relaxava do stress do meu trabalho, onde repunha energias, onde acordava com os passarinhos e adormecia com o coaxar das rãs ………….. dói, dói demais ter que deixar tudo isso para trás. Claro que não vou mudar para Marte, apesar de por vezes vontade não faltar. E sei que no dia em que tiver que fechar a porta pela última vez, isso vai rebentar comigo, deixar-me de rasto, mas nada mais posso fazer a não ser encar a realidade. E como dizia a minha avó "o que não tem remédio remediado esta".

Mas o mais complicado é não ter com quem dividir este fardo, é pesado demais para mim sozinha. Sei que tenho dois filhotes maravilhosos que me apoiam em tudo …. mas há coisas que nem mesmo todo o apoio do mundo que eles me dão, ameniza a falta de outro tipo de apoio, aquele com quem pudesse partilhar os meus mais secretos anseios, um ombro para apoiar a cabeça quando me sinto cansada, para chorar quando me sentisse nostalgica, para receber aquele abraço quando me sinto mais sensível …. Enfim! Vou meter mãos á obra e começar a procurar um novo cantinho, encaixotar as tralhas e preparar um novo começo e quem sabe uma nova vida.

2 comentários:

Anne disse...

é só uma casa. nao te deixes prender nem deixes que o teu espirito permaneça num local apenas. tb tnh pena mas sem ela poderás encontrar-te de novo já que no meio de tanto espaço tu te perdias... e vais ver que casa é onde nós estivermos, não um conjunto de paredes que já não têm mais historias para contar. tens de construir uma nova historia. aprioveita esta altura da tua vida para a rever e encontrares um novo caminho de conhecimento...

saia justa disse...

eu sei linda que é só uma casa, 4 paredes (grandes como tudo) mas foi também o meu canto durante tanto tempo. Mas tudo bem, agora é seguir em frente.
Beijão